Os cartões-postais de Paris talvez sejam os mais famosos do mundo. Alguns poderiam até argumentar que a pergunta “O que fazer em Paris” é desnecessária. Afinal, quem não conhece a Champs-Elysées ou a pirâmide do Louvre?

Se as suas atrações principais são previsíveis, o encanto que elas despertam não o são. E, apesar das hordas de turistas diárias, a cidade ainda te estimula a descobrir os seus segredos.

Desde seus tempos romanos de Lutécia até o esplendor da Belle Époque pela qual se consagrou, Paris está em constante renovação, sempre preservando seu charme inato.

A seguir, apresento as 10 atrações que eu considero imperdíveis para o turista que visita a cidade pela primeira vez ou mesmo para aqueles que retornam e sempre se alegram com um vislumbre inesperado da Torre Eiffel ou com a coleção impressionista do Museu d’Orsay.

 

Rio Sena

Para conhecer Paris, siga o rio Sena, que atravessa a cidade separando-a em Rive Gauche, a margem esquerda, e Rive Droite, a margem direita.

Rio Sena, próximo a Torre Eiffel

 

Mais do que uma mera divisão geográfica, essas regiões simbolizam um estilo de vida, uma maneira de ser própria do parisiense. Enquanto o lado direito reúne os bairros burgueses tradicionais, representando a elegância, a sofisticação e o conservadorismo, o lado esquerdo simboliza a força artística e intelectual da boemia vanguardista.

O rio sena é a alma de Paris e uma caminhada por suas margens é indispensável. Desça das avenidas em direção aos caminhos à beira do rio, praticamente no mesmo nível de suas águas. Ali você vai testemunhar parisienses passeando, namorando, fazendo piquenique, tocando música, lendo um livro ou simplesmente pensando na vida.

No verão, a prefeitura da cidade instala praias artificiais ao longo desses caminhos, no evento que ficou conhecido como Paris Plages.

 

Passeio de barco pelo rio Sena

Passeio de barco no Sena, atração imperdível de Paris

Ao longo de pontes e cais, você vai ver todos os principais atrativos da cidade – a Catedral de Notre-Dame, o Museu do Louvre, a Avenida Champs-Elysées, o Petit e Grand Palais, a Torre Eiffel, entre outros. Melhor ainda se esse passeio for de um ângulo inusitado: a partir de um barco.

O passeio mais recomendado é o da empresa Bateaux Parisien, que organiza diferentes cruzeiros pelo sena.

Eu recomendo adquirir o pacote que inclui o passeio de barco e a entrada para a Torre Eiffel (e a possibilidade de escapar de suas filas!). Não é obrigatório fazer os dois no mesmo dia, de modo que você pode visitar a torre em um dia e partir para a navegação em outro. Porém, como o embarque é feito em frente a torre, você economiza tempo e otimiza o seu roteiro combinando as visitas.

O barco tem espaço para muitas pessoas, todos devidamente acomodados. Por estar um pouco frio no dia que fiz o tour, optei por sentar do lado de dentro e, mesmo assim, pude apreciar a vista da cidade. O trajeto passa por um total de 12 pontes e dura em torno de 1h30.

Mais informações e reservas de passeios de barco aqui.

Quanto tempo: 1 hora e 30 min

Como chegar: Metrô Bir-Hakeim (Linha 6) ou Trocadéro (Linha 9)

 

Torre Eiffel

Torre Eiffel no cenário de Paris

Você com certeza vai dar de cara com ela por aí. E quando acontecer, terá a certeza de que está em Paris.

Projetada pelo engenheiro Gustave Eiffel e construída a partir de 1887, o monumento gerou um burburinho entre renomados artistas e escritores da época, como Guy de Maupassant e Alexandre Dumas Filho, que, inclusive, publicaram o “Protesto Contra a Torre do Senhor Eiffel” no jornal Le Temps. No artigo, eles a chamavam de inútil e monstruosa, acredite se quiser.

A torre foi concluída dois anos depois, em 31 de março de 1889, na comemoração dos 100 anos da Revolução Francesa. Na ocasião da sua inauguração, a Torre serviu de pórtico de entrada para a Exposição Universal, uma grande feira internacional que reunia as novidades científicas e culturais da época. A ideia então era que fosse apenas uma atração temporária.

Quem diria. Não somente permaneceu como hoje é o símbolo máximo de Paris.

 

Vale subir na Torre Eiffel?

Se você tem tempo e dinheiro, pourquoi pas?

Da Torre Eiffel se tem uma vista panorâmica da cidade e é um grande prazer constatar que Paris é apaixonante de cima também.

Porém, a entrada não é barata e as filas podem tomar boa parte do seu tempo. Há quatro opções de ingresso, dependendo se você vai subir de escada ou elevador até o segundo ou até o terceiro piso:

  • Acesso ao segundo andar de elevador: €16
  • Acesso ao último piso de elevador: €25
  • Acesso ao segundo andar de escada (674 degraus)*: €10
  • Acesso ao segundo piso de escada e ao último piso de elevador*: €19

*Esses ingressos são vendidos unicamente na bilheteria no local, os demais podem ser comprados online.

Para comprar o ingresso, é necessário entrar na fila. Para pegar o elevador, uma segunda fila. Ambas igualmente gigantes. Nos meses de julho e agosto, alta temporada, a espera em cada uma pode ser de até duas horas!

A solução é pelo menos comprar as entradas antecipadamente. Infelizmente, como o número de ingressos disponibilizados é pequeno, eles frequentemente estão esgotadas no site oficial. Por sorte, várias empresas, como a nossa parceira Get Your Guide, vendem ingressos antecipados, a um preço um pouco mais alto, é claro.

 

Quanto custa?

Torre Eiffel até o segundo andar: 41
Torre Eiffel até o segundo andar + Passeio no Rio Sena: €54
Torre Eiffel até o último andar: 60

Mais informações sobre esses ingressos aqui

Outra alternativa é reservar uma mesa em um dos restaurantes da Torre: no 1º andar, o 58, em estilo brasserie, mais econômico (menus de €39 a €125), ou o luxuoso Jules Verne (menus de €105 a €230), no 2º andar. Ao reservar, você retira, 30min antes do horário, um ingresso de acesso prioritário por elevador até o respectivo andar de cada um.

Eu comprei o meu aqui e economizei algumas horas (ainda sim tive que esperar quase para acessar o elevador). Por esse motivo, não indicaria esse passeio para quem está com o itinerário (ou o bolso) apertado. Paris tem outros belíssimos mirantes.

 

 

Champs-Elysées

 

Avenida famosa de Paris, Champs Elysees durante o dia.

Istockphoto

Uma das mais conhecidas avenidas do mundo, a Champs-Élysées (se pronuncia algo como “ChamZelysé”) conecta diversos monumentos emblemáticos da cidade, como a Place Concorde com o seu Obelisco, o Palais de l’Élysée (residência e gabinete do presidente francês), o Petit e o Grand Palais e o Arco do Triunfo.

Suas largas calçadas são um convite para caminhar e apreciar os inúmeros restaurantes, cafés, cinemas e lojas ao longo de seus 1,8 quilômetros de extensão. Suas árvores perfeitamente alinhadas guiam nosso olhar para o imponente Arco do Triunfo.

Tida por muitos como um endereço sofisticado, as várias lojas de departamento e fast foods parecem contradizer essa ideia. Mais do que exclusividade, a Champs-Élysées representa a democratização do luxo. Lojas como Louis Vuitton são símbolo desse luxo acessível, mas mesmo lojas populares como H&M e Zara têm uma seleção e apresentação distinta das peças de suas coleções. As lojas de grife como Gucci, Chanel, Dior, Prada, Givenchy, Armani, você encontra na Avenue Montaigne, a avenida mais prestigiada de Paris.

Como chegar:
O ideal é chegar em uma das extremidades da avenida:
Metrô Concorde (linhas 1, 8 e 12)
Metrô Charles de Gaulle – Etoile (linha 1, 2 e 6)

 

 

Arco do Triunfo

Arco do Triunfo, ao fundo da Champs Elysées

 

Construído para celebrar as vitórias do exército francês sob o comando de Napoleão Bonaparte, o Arco do Triunfo é um monumento que glorifica as forças armadas francesas. Hoje, é o símbolo do patriotismo francês. Não por acaso, daqui partem os carros do desfile militar no 14 de julho, o Dia da Bastilha.

No arco estão inscritas homenagens aos mortos nas guerras e sob ele arde uma chama em honra ao soldado desconhecido, acessa pela primeira vez no dia 11 de novembro de 1923 e desde então diariamente às 18h30.

Esse monumento está situado na Place Charles de Gaulle,de onde partem as doze principais avenidas da cidade. Por esse motivo, a praça é conhecida e referida pelos parisienses como Étoile, estrela, e não por seu nome original.

Para chegar ao Arco do Triunfo, atravessar a rua é suicídio na certa. Utilizem as passarelas subterrâneas.

 

Vale a pena subir no Arco do Triunfo?

Sim!

Do seu topo se tem uma das mais belas vistas de Paris, com as avenidas que formam a tal da estrela. Esse é o melhor ponto para testemunhar a sofisticada simetria que rege o planejamento da cidade. Mesmo o trânsito caótico lá embaixo evoca uma certa perfeição urbana.

O Arco possui um elevador disponível para grávidas, idosos e cadeirantes. Todos os demais devem subir 284 degraus por uma escada circular.

Quanto custa? Adultos €12, crianças grátis
Adquira seu ingresso adiantado aqui.

Endereço: Place Charles de Gaulle, 75008

Como chegar: Metrô Charles de Gaulle – Étoile (linhas 1, 2 e 6, RER A)

 

Museu do Louvre

Magnífico museu do Louve, em Paris

 

O Louvre é o maior museu de arte do mundo, com uma coleção que vai do Egito Antigo (2.800 AC) até meados do século 19. A cada ano, mais de oito milhões de pessoas o visitam.

O edifício onde se encontra o museu já foi uma grande fortaleza entre os séculos 12 e 14 – é possível ver as ruínas no porão do museu. No século 15, o rei François I mandou derrubar o edifício medieval que existia e substituí-lo por um palácio de estilo renascentista, que é o que você vê hoje.

Em 1682, a Luís XIV escolheu o Palácio de Versalhes como residência e levou a corte francesa pra lá, deixando no Louvre sua coleção de antigas esculturas gregas e romanas. Depois da Revolução Francesa, em 1893, decidiu-se que deveria existir um lugar para exibir as obras-primas da nação. Assim, o monumental edifício foi aberto ao público. Na época, muitas das obras expostas foram confiscadas do acervo pessoal da família real.

A moderna pirâmide, projetada pelo arquiteto IM Pei, foi construída em 1988 e serve como o principal acesso ao museu.

Assim como Paris, o Louvre é melhor descoberto aos poucos. Afinal, o museu possui cerca de 35.000 expostas em mais de 4 salas, distribuídas em três alas distintas que cobrem até 73 mil metros guardados. Ver tudo é literalmente impossível, não vale a pena nem tentar.

Para não considerar sua primeira visita ao museu uma experiência frustrante, planeje rota para ver as principais obras em no máximo 3 a 4 horas.

 

O que você não deve perder?

  • Mona Lisa, Leonardo da Vinci
  • Vênus de Milo
  • Vitória de Samotrácia
  • A Balsa da Medusa, de Théodore Géricault
  • Amor e Psiquê, Antônio Canova
  • A Liberdade Guiando o Povo, Eugène Delacroix

 

Visita guiada no Louvre

No entanto, a melhor recomendação é contratar um guia brasileiro. As suas horas renderão mais e a sua visita será muito mais rica. Não há dúvidas de que a visita seria bem menos proveitosa se não tivéssemos encontrado a nossa guia, a Andréa. Ela já encontrou a gente com os ingressos em mãos e não precisamos pegar nenhuma fila.

Além de nos orientar super bem, ela respondeu todas as nossas curiosidades e ainda tinha uma pasta com informações históricas e alguns detalhes ampliados das obras que não conseguíamos ver a olho nu.

O roteiro começou com a história do museu e como ele se tornou o que é hoje, passamos pela ala egípcia rapidamente e seguimos em direção às esculturas, dando maior atenção à Vênus de Milo, Hermafrodita Dormindo, Mársias no Suplício, Diana de Versailles, a escultura da Vitória de Samotrácia e o Beijo do Cupido.

Também vimos as pinturas de Andrea Mantegna, Leonardo de Vinci (incluindo a pequena Mona Lisa), Louis David e Eugène Delacroix.

Fazer o tour guiado nos poupou todo o trabalho de saber onde ir e o que ver. Foram duas horas de passeio que valeram muitas mais!

 

Contatos da Andréa:

www.visitasguiadasemparis.com
Tel:+33(0) 7 82 58 80 62
[email protected]

 

Quanto custa:

Ticket de um dia para Louvre 15 euros + 4 euros  de reserva
Ticket de um dia + guia de áudio: 35 euros
Ticket de um dia + guia em português: 55 euros

Como chegar: Estação Palais-Royal–Musée du Louvre (Linha 1)

Quanto tempo: o ingresso vale por um dia, você pode permanecer quantas horas quiser; os tours geralmente levam 2h

Museu d’Orsay

 

Edifício do Museu Dorsay sob pôr do sol

Flickr

Instalado em uma antiga estação ferroviária de 1900, o Museu d’Orsay é uma preciosidade. Sua arquitetura e decoração são tão suntuosos que, num primeiro momento, até chamam mais atenção do que as obras expostas.

Isto é, até você descobrir o rico acervo do museu. Reunindo obras de vários movimentos artísticos do Ocidental no período entre 1848 e 1916, a coleção se destaca mesmo é pelos quadros impressionistas. Monet, Renoir, Cézanne, Degas, Manet e Pissaro são alguns dos pintores que têm obras-primas expostas aqui, no 5º andar do prédio.

O que você não deve perder?

  • Pequena Bailarina de Quatorze Anos, Edgar Degas
  • Almoço sobre a Relva, Edouard Manet
  • A origem do Mundo, Gustave Courbet
  • O Quarto de Van Gogh em Arles, Van Gogh
  • Ninfeias Azuis, Claude Monet
  • Baile do Moulin de la Gallette, Auguste Renoir

 

Próximo à Galeria dos Impressionistas você vai encontrar os monumentais relógios, que servem de janela à vista de Paris. Percorra também o grande hall central com suas esculturas e telas de grande porte, admire o grande relógio dourado e suba em direção à área dos restaurantes, para fazer um lanche ou pelo menos admirar o design do Café Campana, projetado pelos irmãos brasileiros Humberto e Fernando Campana.

Nas quintas-feiras, o museu permanece aberto até às 21h45, e a entrada para a visita noturna é mais barata.

 

Endereço: 1 rue de la Legion d’Honneur, 75007 Paris

Como chegar:
Metrô Solférino ou Assemblée Nationale (linha 12)
Metrô Tuileries (linha 1) + 10min caminhada
Gare d’Orsay (RER C)

Quanto custa?

Adultos pagam €13,50; visita noturna nas quintas-feiras €10,50

 

 

Notre-Dame

Uma visita à Notre-Dame é indispensável, seja pelo seu valor histórico, religioso ou arquitetônico.

Os principais acontecimentos de Paris, e talvez da França, aqui aconteceram: a catedral foi palco para o casamento, coroação, funeral e comemorações de todos os grandes nomes da história francesa.

Situada na Île de la Cité, o berço e o núcleo histórico da cidade, a catedral está bem no centro geográfico da cidade – uma placa ali indica o point zéro, o ponto a partir de onde todas as distâncias são medidas.

A Catedral Notre-Dame, uma atração imperdível de Paris, vista a partir dos seus fundos

Diante da Catedral, observem a magnificência da sua arquitetura medieval. Foram 87 anos de construção, que começou em 1163 e terminou em 1250.

São milhares de detalhes arquitetônicos para descobrir. Uma história curiosa é a das 28 estátuas na fachada principal da catedral. Elas representam os reis da Judéia, mas os revolucionários de 1789 acreditavam que eram os reis da França. Motivo mais que suficiente para decapitá-las. Depois, as cabeças foram redesenhadas e reconstruídas. Somente em 1977, durante a construção de um banco, operários encontram por acaso 21 das cabeças originais, esquecidas pelos séculos. Hoje, é possível vê-las no Musée National du Moyen Âge de Cluny.

No interior da catedral, chama a atenção as impressionantes rosáceas, um conjunto que vitrais que iluminam o seu interior. É possível visitar também as torres de Notre Drame, de onde se pode ver a cidade emoldurada pelas monstruosas gárgulas, esculturas utilizadas para escoamento de água, e por quimeras, meramente decorativas. São 422 degraus para chegar lá.

A visita à Notre Dame é gratuita, mas a subida às torres é paga (€10) e não tem como escapar das filas.

Endereço: 6 Parvis Notre-Dame, 75001

Como chegar: Cité (Linha 4)

 

  • Dica: Para ver mais da Paris medieval, não deixe de visitar a igreja Sainte Chapelle e a Conciergerie, resquícios do primeiro palácio real da cidade, onde os reais vivam antes da construção do Louvre. Hoje ambos se situam dentro do Palácio da Justiça da França.
    • Quanto custa?
      Sainte Chapelle: €10
      Conciergerie:  €9
      Sainte Chapelle + Conciergerie:  €15

 

 

Sacré-Coeur

Basílica do Sagrado Coração, atração em Paris.

Lonely Planet

 

A Basílica do Sagrado Coração, no alto de uma colina, domina todo o horizonte. Vista de vários pontos da cidade, atrai o olhar pela excentricidade de sua arquitetura, inspirada no estilo bizantino e edificada em mármore travertino.

Ao chegar aos pés do Sacre-Coeur, você tem duas possibilidades para subir: de bondinho (funiculaire, em francês) ou pelas escadas, logo ao lado. Apesar de exigir certo fôlego, vale a pena encarar a subida para descobrir aos poucos a vista de Paris.

Se for seguir pela escadaria principal, cuidado com o golpe frequentemente aplicado ali: homens abordam turistas tentando colocar fitinhas em seu braço, como se fosse um presente. Depois, vão cobrar por isso e, se você não quiser pagar, rapidamente se tornam verbalmente agressivos. Melhor evitar.

Ao chegar lá em cima, desvie da massa de turistas e dos inúmeros vendedores ambulantes e aprecie o quão única é essa igreja. Sua construção começou em 1875 e foi concluída em 1914. Por ocasião da Primeira Guerra Mundial, sua consagração ocorreu somente após o término desse conflito.

A entrada é grátis e é possível visitar o seu domo, por €8. Nem é preciso dizer que não tem elevador, né? E são 300 degraus pela frente.

No interior, repare no mosaico de Cristo, um dos maiores do mundo.

A poucos passos da basílica está a Place des Tertres, sempre ocupada por pintores de rua e ocasionalmente com música ao vivo.

 

Endereço: 35 Rue du Chevalier de la Barre, 75018

Como chegar: metrô Anvers (Linha 2)

 

 

Montmartre

 

Bairro Boêmio de Paris, Montmartre é uma atração imperdível.

 

Injustamente, a maioria dos turistas bate o ponto na Basílica de Sacré-Coeur e logo abandona o bairro para seguir para o próximo atrativo turístico. Não limite assim a sua visita a Montmartre!

Situado no alto de uma colina no 18ème arrondissements, Montmartre é uma das regiões mais charmosas da cidade. O bairro preserva seu clima bucólico, suas ruazinhas arborizadas, suas escadarias labirínticas e seus típicos cafés.

Você vai alcançar as ruas mais encantadoras do bairro a partir dos caminhos ao fundo da basílica. Na Rue Cortot, você vai encontrar o Musée Montmartre, que conta a história do bairro através de diferentes peças e obras de arte de famosos residentes. Virando na esquina seguinte, entre a Rue des Saules e a Rue Saint Vincent, está as vinhas que dão origem ao vinho Clos Montmartre.

Seguindo em frente, a Rue de l’Abrevoir é a via mais charmosa, com rua de pedrinhas, plantas caindo sobre os muros e, ao fim, a Place Dalida, praça que homenageia a cantora francesa. Continue o trajeto a partir da praça descendo pela rue Girardon em direção à Rue Lepic, que tem várias lojas de produtos culinários tipicamente franceses. É esse, inclusive, o endereço do Deux MoulinS, café imortalizado no filme da Amélie Poulain.

A continuação da rua é a rue de Abbesses, que termina na praça de mesmo nome. Ali você encontra o Le Mur Je T’Aime, um muro no qual a frase ‘Eu te Amo’ está escrito em mais de 300 idiomas, e uma bonita estação de metrô em estilo Art Nouveau. A partir desse ponto, você está a uma caminhada de 10min do Moulin Rouge, o mais famoso cabaret de Paris.

 

Ponte Alexandre III

 

Charmosa ponte Alexandre III, em Paris.

 

A Pont Neuf pode ser a mais antiga e a Pont des Arts a mais romântica, mas a ponte que mais arranca suspiros é definitivamente a Pont Alexandre III, que liga o 8ème e o 7ème arrondissements de Paris. Oferecida como um presente à Napoleão pelo Tsar Alexandre III, a ponte foi construída em 1900 para a Exposição Universal desse ano.

Tudo nela é extravagente: os cavalos alados em ouro sobre as quatro colunas nas pontas, as luminárias em Art Nouveau enfileiradas, os ornamentos esculturais de querubins e ninfas.

Para coroar a vista, as extremidades da ponte tem algumas das construções mais impressionantes da cidade.

De um lado, o Hôtel des Invalides e sua magnífica cúpula dourada. Este é palácio construído por Luís XIV para abrigar aos inválidos dos seus exércitos e hoje serve como uma necrópole militar (a tumba de Napoleão está aqui!) e museu. Do lado oposto, estão o Petit e o Grand Palais, dois palacetes, um em frente ao outro, construídos em estilo Beaux-Arts também em 1900.

Essas atrações reunidas compõem, sem dúvida nenhuma, o eixo mais refinado de Paris. Não deixe de conferir no seu caminho para a Torre Eiffel, para a Champs-Élysées ou para o Arco do Triunfo, nas redondezas.

 

Endereço: Avenue Winston Churchill, 75008

Como chegar: Champs-Élysées – Clemenceau (Linhas 1 e 13)

 

E aí, qual dessas atrações você conhece ou gostaria de conhecer? Faltou alguma?