Assim como muitos imaginam, não existe lugar como Roma. Já pensou conhecer uma cidade fundada em 753 a.C., com três milênios de existência e que sofreu influências de diversos períodos da história? Simplesmente incrível!

Conhecida como “Cidade Eterna”, é fácil observar que ela carrega em sua essência uma mistura de mitologia, história, cultura, arte e beleza. Juntos, forma-se um verdadeiro tesouro arqueológico e torna-se uma das cidades mais vibrantes da Europa!  

Para minha surpresa, a ida a Roma não foi somente um aprendizado, mas sim, uma ótima oportunidade de compartilhar momentos em família, descansar e comer bem! Havíamos planejado para essa viagem dar uma volta pela Itália, começando por Milão, passando por Veneza e terminando em Roma. Foram momentos de tensão para dirigir nas estradas italianas (por causa do sistema de controle de velocidade) e buscas por estacionamentos… mas acima de tudo, momentos de pura diversão e amor!

Sobre Roma

Localizada na parte centro-ocidental da Península Itálica e próxima de grandes cidades como Florença/Firenze (250km) e Nápoles/Napoli (220km), o clima da região é considerado mediterrânico (verão quente, com temperaturas em torno de 20º C a 30º C, e inverno entre 3º C a 15º C).  

Por tratar-se de uma cidade tão antiga, parte de suas histórias são construídas através de lendas e mitos. A mais popular delas, é de que Roma nasceu às margens do Rio Tibre e que sua fundação começou pelos irmãos Rômulo e Remo, que foram amamentados por uma loba (tudo aquilo que víamos nas aulas de história, lembra?). Após uma discussão, Rômulo teria matado seu irmão, e se tornado rei único de Roma.

O centro histórico da cidade é reconhecido pela UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) como um Patrimônio Mundial, onde estão reunidos centenas de monumentos, museus e sítios arqueológicos.

Informações práticas

  • Língua: italiano
  • Moeda: euro
  • Gorjeta: não é obrigatória, mas muito bem-vinda em restaurantes e hotéis.  Sugestão: arredondar o número da conta ou de 5 a 10%)
  • Eletricidade: 230/50 hz (não esquecer o adaptador universal – mais dicas sobre o objeto nesse artigo)
    Aeroporto: Rome Airport Ciampino (CIA) ou Rome Fiumicino Airport (FCO) (Leonardo da Vinci)

Curiosidades

Diferente de outros destinos que escrevi por aqui, decidi apontar algumas curiosidades legais para saber antes de viajar:

  •  Os restaurantes cobram uma taxa de 1 a 3 euros chamada de “Coperto” . Essa taxa tem que aparecer claramente no menu.
  • A palavra “ciao” é usada tanto para o “oi” quanto para o “ tchau”.
  • Não fique com receio de beber água das torneiras ou fontes de lugares públicos. Ela é totalmente potável!
  • O sorvete da Itália, conhecido como gelato, é o melhor do mundo! Não perca a oportunidade de experimentar!
  • Diz a tradição que jogar a moedinha na Fontana di Trevi, te fará retornar a Roma. Mais do que isso, essas moedas são recolhidas três vezes por semana e destinadas a uma instituição de caridade chamada Caritas (e chega arrecadar 8 mil euros por semana!).
  • A cidade tem mais de 900 igrejas!
  • Roma tem um museu dedicado apenas para massas (comida)!
  • A Basílica de São Pedro é a maior igreja católica já construída (isso enquanto a  Sagrada Família,em Barcelona, não fica pronta).

O que fazer em Roma

Algumas pessoas são apaixonadas por Roma por ser uma cidade histórica, e outras odeiam pelo mesmo motivo! Sabendo disto, procurei escrever de forma simples e didática que a capital pode ser um local agradável para todos os gostos!

As opções de passeios são infinitas, portanto, sempre faltará dicas. Pensando em poucos dias de viagem, procurei descrever ao máximo os principais pontos de interesse e dizer que pessoas que não querem/não podem gastar muito dinheiro, aproveitarão do mesmo jeito! Basta andar pela cidade, ver atrações por fora, as praças, as fontes, os restaurantes escondidinhos e sítios históricos, afinal, você está em Roma! Tudo é uma aventura!

Coliseu

Também conhecido como Anfiteatro Flaviano , com certeza é um dos atrativos mais populares de Roma! Sua arquitetura interna talvez não impressione tanto quanto a vista de fora, mas o monumento é surreal e foi construído de concreto e areia ainda no primeiro século depois de Cristo. Dá pra ter uma noção da capacidade da engenharia romana há quase dois mil anos?

O destino é famoso por ter sido espaço de combates de gladiadores por quase 700 anos, além de encenações de batalha e espetáculos.

Para aqueles que se perguntam “por que o Coliseu tem parte de sua estrutura faltando?”, a explicação se dá por conta da ocorrência de incêndios, desastres naturais e desgastes ao longo de séculos de existência.

A visita guiada é uma ótima forma de se aprofundar na história do local! Prefira o guia presencial ao invés do “audio guide” (audioguia).

Dica de ouro:

  • Viaje com todos os ingressos comprados! Não há nada mais estressante do que enfrentar filas nas férias.
  • O Coliseu, Arco Constantino e o Fórum Romano estão na mesma área e suas entradas ficam no mesmo bilhete, portanto, lembre-se de guardá-lo!
  • Como dito na introdução, terá milhares de pessoas oferecendo ingresso em frente ao Coliseu e prometendo filas rápidas. Tome cuidado com possíveis ingressos falsos.
  • Chegue com um tempinho de antecedência (minha fila durou apenas 15 min) para melhor organização!
  • O melhor momento para visitação é no horário de abertura, 8h30 da manhã ou próximo do horário de fechar (consulte os horários no site oficial)
  • Outra estratégia para aqueles que optarem por horários mais lotados, é começar o passeio pelo Fórum Romano e terminar no Coliseu.
  • Em dias de sol, tenha em mãos sempre um protetor solar, uma garrafa de água e um chapéu/boné.

Quanto custa?

O passeio tem preços diferentes, dependendo do que você procura. Só a entrada, para comprar na hora, custa um pouco mais de 10 euros.

Para comprar os passeios pela internet, ter acesso ao audioguia e fila rápida: 23 EUR

Fila de acesso rápido, com direito a um guia (checar disponibilidade do guia em português) e três horas de passeio: 45 EUR

Comprar os dois principais passeios: Vaticano + Coliseu: 80 EUR

Arco Constantino

Saindo do Coliseu, em direção ao Fórum Romano, encontra-se o Arco Constantino. Antigamente, os arcos eram construídos para simbolizar grandes vitórias e este, no caso, homenageava Constantino após ganhar a batalha contra o rival imperador da época, Maxêncio.

Nessa batalha, Constantino tinha um número reduzido de soldados, mas, segundo seu discurso de vitória, disse ter recebido uma mensagem de Jesus que dizia “Sob este símbolo, vencerás” e assim, ganhou a batalha.

Depois desse dia, Constantino se assumiu cristão e difundiu o cristianismo como religião ao mundo ocidental.

O arco, construído em 315 d.C., teve sua localização (onde a Via Triunfal se juntava à Via Sacra) estrategicamente pensada para a passagem de generais e imperadores que entravam na cidade para celebrar as vitórias das batalhas.

Hoje em dia, há uma grade que protege o Arco, mas é possível ver de pertinho os detalhes esculpidos em sua estrutura.

Fórum Romano

O Fórum Romano é uma área que reúne monumentos importantíssimos da Roma Antiga, como edifícios públicos administrativos, políticos e religiosos. Alguns deles, da mesma data de fundação da cidade.  

Olhar toda aquela área histórica pode significar tudo, ou nada. É difícil se achar em meio a todos aqueles monumentos em ruínas (e alguns ainda sem placa).

Por isso, apontei alguns pontos de interesse para evitar qualquer tipo de confusão:

Via Sacra, uma rua importante na Roma Antiga, por onde passaram grandes nomes da época, entre religiosos e generais. Você vai andar por essa via até ter acesso à entrada do Fórum.

Arco de Tito

Um arco construído pelo imperador Domiciano em 82 d.C. para homenagear o imperador Tito por sua vitória militar, em Jerusalém.

Essa batalha foi um grande marco histórico, pois resultou da destruição do Templo de Salomão. Hoje, seus restos ficaram conhecidos como o Muro das Lamentações, e também resultou na Diáspora dos Judeus.

As imagens da batalha são esculpidas na própria estrutura do arco e tem medidas de 15,4 metros de altura, 13,5 metros de largura e 4,75 metros de espessura.  O mesmo serviu de inspiração para outros arcos, inclusive, o Arco do Triunfo de Paris, na França

Templo de Vênus e Roma

Construído durante o império de Adriano, é o maior templo pagão da Roma Antiga. Sua finalização se deu 141 d.C., porém, sob império posterior, de Antonino Pio.

Lá, ficava a grandiosa estátua do Colosso de Nero, que inspirou o nome “Coliseu”.

Vista do Fórum Romano de dentro do Coliseu

Basílica de Maxêncio (ou Basílica de Magêncio)

A Basílica começou a ser construída em 308 d.C. pelo imperador Maxêncio e foi finalizada por Constantino após quatro anos.

Constantino o havia derrotado na Batalha da Ponte Mílvia e ao assumir o poder, as basílicas — que até então eram utilizadas como espaço para corte de justiça e encontros de negócios — começaram a ser usadas de modelo para construções de outras igrejas. Por isso, até hoje, nos referimos a grandes igrejas como Basílicas.

Templo de Vesta
Diferente dos outros templos, este tem formato circular e era usado para cultuar a deusa Vestas, deusa do fogo. O edifício sofreu com terremotos, porém, ainda mantém parte da fachada original e outra restaurada.

Templo de Rômulo

Templo dedicado ao filho do imperador Maxêncio, Valério Rômulo, e não ao fundador da cidade.

Templo de Júlio César

Júlio César foi o primeiro morador de Roma a adquirir caráter divino após sua morte. Com isto, o imperador Augusto construiu este templo em sua homenagem.

Templo de Castor e Pólux (Templo dos Dióscuros)

Templo construído para honrar Castor e Pólux, conhecidos como “Dióscuros” na mitologia grega. Esse é um dos mais antigos do Fórum!

Templo de Saturno

Pelo nome, já dá pra entender que este templo foi feito em homenagem ao Deus Saturno. De acordo com os estudiosos, esse é o monumento mais antigo do Fórum Romano, datado de 42 a.C.. Porém, as ruínas que vemos no local são parte da terceira reconstrução do templo.

Cúria Júlia
Templo onde era a sede do Senado romano. O nome “Cúria” indicava os locais onde aconteciam as assembléias. Hoje, é um dos monumentos mais bem conservados do Fórum!

Coluna de Focas
A Coluna, de aproximadamente quatro metros, foi construída para homenagear o imperador bizantino Focas e este acabou sendo o último monumento construído no Fórum Romano.

Praça Veneza (Piazza Venezia e Vittoriano)

Em algum momento de sua estadia, você passará pela Praça Veneza, e será impossível não notar o Monumento Nacional a Vítor Emanuel II!  

O edifício gigantesco e de cor branca, foi construído em 1911 e é considerado um monumento novo em comparação aos outros. Há uma grande escadaria em direção à estátua de Vitor Emanuell II (primeiro rei da Itália unificada e o homenageado da vez). A entrada para o prédio é gratuita e há um terraço no último andar com vista para a cidade.

Cidade do Vaticano

Independente de sua religião ou crença, a visita ao Vaticano é de impressionar qualquer um!

Esta é uma cidade-estado dentro do município de Roma, onde o Papa é o líder espiritual e político. O Vaticano tem sua própria economia, exército e leis.

Esta é uma área delimitada e pode ser frequentada apenas por turistas e cidadãos comuns. É proibida a entrada de vendedores ambulantes no local — o que, diga-se de passagem dá um grande sossego para quem está visitando.

Dos pontos de interesse no local, encontram-se:

  • Basílica de São Pedro
  • Museu do Vaticano
  • Capela Sistina

Compre todos os ingressos com antecedência (exceto a Basílica de São Pedro, que tem entrada gratuita sem acompanhamento de guia)!  

Museus do Vaticano

Separe algumas horas do dia para este passeio e seja organizado(a) com o tour pelo museu! São várias galerias de arte, todas perfeitamente decoradas com chão de mármore, mosaico, detalhes em ouro, exposição de tapeçarias, carros papais, carruagens, mapas da Itália, espaços abertos/fechados, esculturas e outras milhares de coisas!

É bem fácil se perder (e até se estressar com tanta informação), portanto, uma coisa que aprendi em minha experiência com o Louvre, em Paris é: contrate um guia brasileiro para fazer o passeio de forma objetiva e direta! É claro que você também pode realizar o passeio de forma independente e com um audioguia, mas, a chance de você se cansar, é grande!

Já para um público que gosta de se aventurar, na entrada do museu é possível pegar um mapa e pagar pelo audioguia. Basta digitar o número do lugar onde você está e ouvir a explicação. Bem simples também!

Capela Sistina

Sem dúvida, um dos lugares mais esperados do passeio e um dos meus favoritos. Poder ver de perto aquela obra maravilhosa, reunindo o trabalho de vários mestres renascentistas da história, cenas do dilúvio e da criação, é realmente deslumbrante!  

O espaço é relativamente pequeno, mas de tirar o fôlego. As pessoas ficam em silêncio e atentas ao teto do local, como se fosse um ritual, apenas admirando as contribuições de artistas importantíssimos para a história, como Michelangelo, Rafael e Sandro Botticelli.

A construção da capela foi inspirada no Templo de Salomão e hoje é um espaço utilizado para o conclave, evento quando um novo papa é escolhido. 

É proibido tirar foto e acho importante que as pessoas respeitem isso. Portanto, esqueçam suas câmeras por alguns segundos para curtir totalmente esse momento.

Ao fundo, na parede do altar, imagens do juizo final de Michelangelo. Foto retirada do site: wallpaperweb.org

Basílica de São Pedro

Maior igreja do cristianismo, onde fica o túmulo do apóstolo São Pedro. A igreja demorou anos para ser terminada e nela, estão reunidas obras de artistas como Michelangelo e Rafael.

Fontana di Trevi

A maravilhosa Fontana di Trevi fica em uma praça relativamente pequena (Piazza di Trevi). A disputa entre os turistas para chegar bem pertinho da fonte é grande e muitas vezes, com filas para tirar foto! Se no inverno estava cobiçada (quando eu fui), imagine no verão!

A lenda diz que os visitantes devem permanecer em pé, de costas para a fonte e jogar uma moedinha por cima do ombro esquerdo para garantir volta a Roma (como dito no início).

Pra não errar: visite logo pela manhã ou ao entardecer/noite. A vista da fonte é linda, uma vez que as luzes ficam acesas. Eu recomendaria visitar nos dois horários do dia, pra ver a diferença de quantidade de pessoas e também de luz para quem gosta de tirar muitas fotos (como meu hotel era perto, pude fazer isso e foi incrível!).

Panteão (Pantheon)

Próximo à Fontana di Trevi, dá pra emendar o passeio e conhecer o Panteão, um dos edifícios mais bem conservados da Roma Antiga.

Não se sabe ao certo a idade verdadeira do Panteão, mas o monumento que vemos hoje foi reconstruído após um incêndio, em 120 d.C., pelo imperador Hadrian. Na verdade, imaginar como um monumento tão antigo conseguiu resistir aos saques, terremotos e ao tempo, é quase um mistério para os historiadores.  

Além da fachada magnífica, com a presença de colunas coríntias trazidas do Egito, de 16 toneladas, na parte de dentro há uma cúpula com abertura no centro, chamada de olho do Panteão. O diâmetro da cúpula é exatamente a mesma medida do chão ao topo. Esses cálculos tão precisos nos deixam de boca aberta com a engenharia que tinham na época.

Em frente ao Panteão, ainda há uma praça com uma fonte, chamada de Piazza della Retonda. Para visitar a parte interna do Panteão, confira os horários e dias no site oficial.

Praças de Roma

Se tem uma coisa boa de se fazer em Roma, além de caminhar, é poder visitar uma praça (ou piazza, no italiano) mais linda do que a outra, em espaços tão marcantes na cultura da cidade.

Além da Piazza Veneza que já citamos acima, e a Piazza della Retonda, ainda temos:

Escadaria da Praça da Espanha (Piazza di Spagna)

Uma escadaria em estilo barroco e formato de borboleta, com 135 degraus irregulares e charmosos, com terraços e uma vista super bonita: este é o cenário da praça mais famosa de Roma. Ela conecta a Praça Espanha (parte de baixo) à Praça Trinita dei Monti, onde encontra-se uma igreja.

Existem histórias de que muitos artistas e poetas visitavam o lugar para se inspirarem e, assim, muitas mulheres que apareciam e queriam ser usadas como musas inspiradoras acabavam atraindo turistas e viajantes. Esta é uma tradição da escadaria até hoje!

 

Fonte: CasablancaTravel

Piazza Navona

Quando visitei Roma com minha família, acabamos ficando em um hotel atrás da Piazza Navona (leia mais sobre o hotel na sessão “onde ficar”). Quando saímos para caminhar logo no primeiro dia, eis que demos de cara com a ampla praça. Parecíamos ter entrado em um filme italiano mesmo, com grandes fontes, igreja, restaurantes, cafés e sorveterias! Tudo muito lindo!

Nessa praça estão:

Fontana del Nettuno (contruída em 1574) ao norte
Fontana del Moro (contruída em 1576) ao sul
Ambas construídas pelo importante arquiteto Giacomo Della Porta que, inclusive, terminou a cúpula da Basílica São Pedro, iniciada por Michelangelo.

Fontana dei Quattro Fiumi, ao centro
Representa os quatro rios mais importantes da época. Foi esculpida por Gian Lorenzo Bernini e terminada em 1651.

Sant’Agnese in Agone, igreja ao fundo da praça
Por fora, não aparenta ser tão especial quanto realmente é! Um altar em mármore e um santuário dedicado a Santa Inês. Maravilhoso!
*Curiosidade: A embaixada brasileira está nessa região!

Explore o bairro de Trastevere

Esta região de Roma não é explorada como deveria. Aqui, ao caminhar, você encontrará muito da autenticidade da capital, pessoas jovens, clima descontraído, restaurantes, comércios e pequenas igrejas.

O melhor horário para realizar a caminhada é no final da tarde. Assim, é possível dar uma pausa pra tanta história, relaxar comendo em um bom restaurante e vivenciar a cultura italiana em sua essência!

Fonte: civitavecchia.it

Como planejar sua viagem

Como ir…

… de avião:

voos diretos partindo das principais capitais brasileiras.
O aeroporto de Ciampino é mais próximo de Roma, mas não é tão bem equipado de transporte público (tem apenas ônibus), quanto o aeroporto de Fiumicino.

De Fiumicino, você pode usar o Leonardo Express (um pouco mais de dez euros) para ir à estação Termini (Estação central). Leva em torno de 35 minutos.

Ambos os aeroportos têm meios de chegar à estação central Termini e, de lá, você só precisa achar o melhor caminho para o hotel.

… de trem:

Para quem vem de outras cidades italianas ou até mesmo de outros países, a estação principal para chegada e partida é a estação Termini, que em italiano recebe o nome de Stazione Termini. 

… de carro:

Viajar de carro pela Itália é uma tarefa bem complicada!
A forma como operam as rodovias e pedágios, controle de velocidade, estacionamentos, zonas proibidas e trânsito exigem bastante do motorista. Além do mais, deve haver um bom planejamento de onde pegar e entregar o carro de aluguel. Existe hora certa pra entregar os carros, então o cálculo de trajetória tem que ser correto.

Roma, em especial, é uma cidade caótica para dirigir e, em algumas áreas centrais, é proibida a circulação de carros (ou quando tem, é difícil de estacionar). Procure por vagas no hotel ou algum estacionamento pago. De lá, faça tudo de transporte público, a pé ou Uber (verificar disponibilidade no país na atualidade). Vale mais a pena e economiza tempo!

Quando ir?

Esta é uma pergunta que irá depender de muitas coisas, como quanto você pretende gastar, o clima que gostaria de pegar e sua expectativa em explorar Roma com mais ou menos turistas.

Enquanto os meses de verão são mais gloriosos para visitar a cidade, também pode ser extremamente quente (podendo chegar à sensação de 30° C), úmido e populoso. Se você não quiser passar por isso, evite ir no período entre julho e agosto.

A melhor época para ir é na primavera, especialmente entre maio e metade de junho; ou no outono, entre setembro e outubro, no máximo. Estes são meses mais quentes, com dias mais longos e não tão úmidos.

A partir de novembro, começa a temporada de frio. Quando fui, em janeiro, o frio é bem pesado (um dia fez -4° C) e chegou até a congelar algumas fontes da cidade. Para essa época, é importante carregar uma boa roupa de inverno!  

*Dica: Tente escapar de feriados católicos como páscoa e Natal, uma vez que a cidade fica mais cheia e as hospedagens podem ficar mais caras.  

Quanto tempo ficar?

Uns 4 dias, pelo menos. Só o museu do Vaticano leva um dia inteiro, não só pelo seu tamanho, mas também por ser um passeio cansativo.

Onde se hospedar?

O melhor lugar pra ficar é perto das atrações do centro, assim poderá caminhar sem problemas entre um lugar e outro. 

Hotéis próximos ao Vaticano

Hotéis próximos ao Coliseu e Fórum Romano

Outro lugar bom pra ficar é próximo da Estação Termini. De lá, há opções de trens e metrôs para todos os lugares, além de ser uma opção super prática!

Onde eu fiquei

O hotel que minha família escolheu foi o Navona Suites, pois além de ser um hotel pequeno e aconchegante, também tinha um ótimo custo-benefício. Fica em uma avenida principal onde passam ônibus a todo momento e está atrás da Piazza Navona, super perto do Panteão (200m) e da Fontana di Trevi. Fizemos TUDO a pé e tinham várias opções de restaurante próximos.

Este hotel não tem café da manhã incluso, o que achamos que seria um problema de início, porém, na própria Piazza Navona tem vários restaurantes que servem café da manhã, como o Coromandel e o Ristocaffe.

Outra opção (mais barata) era o Mc Donalds a 20m do hotel, que acabou sendo uma excelente opção, pois tem tudo que um café da manhã precisa ter (pães, ovos, croissant, suco de laranja, todos os tipos de café), e por um valor muito mais em conta. Em contrapartida, o hotel saiu mais barato por esse fator.

Como se deslocar?

A melhor forma de conhecer a cidade é caminhando! Você sempre se surpreenderá com alguns achados, igrejas, monumentos, lojinhas e restaurantes. Por isso, não tenha medo de se perder em Roma! Com certeza você estará rodeada(o) por lugares incríveis!

O sistema público de transporte também é extenso e envolve ônibus, metrô e trem.
Os valores dos tickets são:

  • Bilhete único -1,50 EUR (válido por 75min)
  • Passe diário – 7 EUR (válido para 24 horas)
  • Passe para dois dias – 12,50 EUR
  • Passe para três dias – 18 EUR
  • Uma semana – 24 EUR

Táxis são relativamente caros e um problema na Itália, pois grande parte dos motoristas cobram o que querem, sem usar o taxímetro. Uma alternativa (se estiver disponivel atualmente na Italia) é usar o Uber. Caso contrário, dê preferência ao transporte público ou mesmo, negocie a corrida com o taxista.

Onde comer?

Os italianos são exigentes com o que comem, por isso, é fácil achar bons restaurantes em Roma.

Evite apenas comer em lugares muito turísticos, pois podem te levar a pagar de 10 a 20 EUR A MAIS do que em um restaurante mais afastado. Fique atento e vasculhe a cidade!

Meu restaurante favorito em Roma foi o Cantina e Cucina, próximo da Piazza Navona. Jantamos lá duas vezes durante nossa estadia e a comida é deliciosa!!!

Resumão – O que não fazer em Roma?

1- Deixar pra comprar os ingressos de última hora. É desesperador ver o tamanho das filas e podem levar horas!

2- Andar com a roupa errada pode transformar suas férias em puro caos! Roma tem muitas ruas de pedra, portanto, vá com sapato e roupas confortáveis. No verão é muito quente, use roupas leves e chapéu. No inverno é muito frio, abuse de casacos, luvas e gorros!  

3- Andar despreocupado com furtos. Apesar de ser uma cidade maravilhosa, há uma incidência enorme de furtos em locais próximos a pontos turísticos! No geral, acontece por maior descuido dos turistas. Fique de olho nos seus pertences. (falei do mesmo cuidado no artigo de Barcelona)

4- Comer em lugares turísticos. Além de serem mais caros, devido ao volume de pedidos, não são preparados com o mesmo carinho que nos restaurantes mais afastados.

5- Esquecer de jogar a moedinha na Fontana di Trevi. Pra quem acredita em superstição, o desejo de voltar a Roma pode se tornar realidade e ainda o dinheiro da fonte é doado para uma instituição de caridade toda semana!

6- Deixar de conversar com um local. As pessoas em Roma são incríveis! E mesmo quando não falam inglês, dá pra arriscar no português ou até mesmo se divertir com o italiano. 

7- Andar sem dinheiro trocado. Quando trocamos dinheiro na casa de câmbio, ficamos com notas altas no bolso. Isso complica na hora de comprar passagem na estação de metrô, pagar uma gorjeta, jogar na fonte (rsrs), comprar um souvenir ou mesmo para tirar foto com os gladiadores que ficam na frente do coliseu.

E ai? Ficou com vontade de viver essa experiência?
Me conte o que achou!

Beijos, Ju.