Isolada em meio ao Atlântico Norte, entre dois grandes continentes, o europeu e o norte americano, a Islândia é uma das ilhas mais exóticas e inexploradas da europa setentrional.

Ter viajado pelo território islandês no curso de 10 dias me surpreendeu com paisagens que nem mesmo imaginava que existiam. Aliás, a fama da Islândia é baseada justamente em seus cenários naturais extremos: de um lado os glaciais, o frio e o gelo, e do outro o calor de vulcões inativos e adormecidos, piscinas termais e gêiseres. 

Minha viagem foi realizada no mês de setembro, já no final do verão. Essa época, cujas temperaturas permanecem por volta de 10º C, é o limite antes da chegada do frio. Viajar nessa temporada é ideal para aproveitar dias ainda relativamente longos, com pôr do sol por volta de 20h. 

Percorri a principal estrada do país, a Ring Road, e também o Golden Circle, a rota mais turística, nos arredores da capital, e trechos da Península de Snæfellsnes. Para realizar esse percurso, planejei detalhadamente o meu itinerário e aluguei um carro 4×4.

 

Roteiro completo de 10 dias pela Ring Road, na Islândia

Para o planejamento de uma viagem de 10 dias, é importante levar em consideração que o primeiro e último dia são dedicados basicamente a deslocamento, check in e check out. Por isso, reserve os voos para que a chegada seja cedo pela manhã e o retorno no último dia o mais tarde possível.

Em uma roteiro self drive, o viajante decide quais atrações que quer visitar e quanto tempo ficará em cada uma. Em algumas ocasiões, será necessário priorizar os lugares que deseja conhecer e abrir mão de outros para que, além de aproveitar os mais importantes, você também tenha tempo o suficiente para descansar.

Muitas pessoas subestimam o cansaço em uma viagem como essa, mas lembre-se que são 10 dias de carro, mais de 2500 km e uma média de 3 horas por dia dirigindo. Programe-se com antecedência, estude o itinerário e aproveite cada parada que surgir no caminho!

 

 

Dia 1 – Reykjavík & Península de Reykjanes

A porta de entrada para a Islândia é o Aeroporto Internacional de Keflavík (KEF), localizado a aproximadamente 48 km da capital, Reykjavík.

Para facilitar a vida dos turistas, a maioria das locadoras disponibilizam o serviço de retirada do carro no aeroporto; caso contrário, seria necessário pegar um ônibus circular (shuttle bus) até a capital.

A península de Reykjanes, região onde se encontra o aeroporto, já é uma atração em si. Situada no sudoeste da ilha, essa área é reconhecida como um geoparque global pela UNESCO e está cercada por campos de lava vulcânica, fontes termais e vulcões inativos.  Porém, como o tempo era curto, vimos essas paisagens principalmente da estrada, de dentro do carro, no caminho para a capital, onde de fato aproveitamos o primeiro dia de viagem. Se você tiver mais tempo no seu itinerário, recomendo fortemente um desvio para os coloridos campos termais de Krýsuvík.

 

 

Reykjavík, com menos de 150 mil habitantes, é uma cidade charmosa, caracterizado pelo estilo de pequeno centro urbano, com construções baixas e ruas estreitas. As coloridas edificações de aço não apenas são excelentes para as condições climáticas adversas, como também dão um ar moderno e sofisticado à cidade. As ruas estão repletas de lojas bem decoradas vendendo artigos luxuosos que vão de roupas a utensílios domésticos.

Em pouco mais de 5 horas é possível explorar a pé boa parte das vias centrais. Comece pelo calçadão à beira mar, com uma visita ao monumento Sun Voyager, escultura do islandês Jón Gunnar Árnason.

A poucos metros dali, está a extraordinária casa de concertos Harpa Hall, cuja fachada de vidro colorido foi inspirada nas paisagens islandesas. Para um lanche rápido, experimente o famoso cachorro quente Baejarins Beztu e depois suba pela avenida principal Skólavörðustígur rumo à intrigante igreja Hallgrímskirkja.

Para terminar a noite, vale a pena experimentar os excelentes restaurantes islandeses. É possível experimentar diferentes pratos da cozinha internacional ou dar uma chance à culinária islandesa tradicional, que reúne desde pratos convencionais com carne de cordeiro ou peixes como bacalhau e hadoque até iguarias inusitadas, como carne de tubarão e testículos de carneiro.

Sugestão de acomodação:  Hotel Klettur, Reykjavík. 

 

    

 

 

Dia 2 – The Golden Circle

Começando a jornada ao redor da ilha, o segundo dia é dedicado a desbravar as belezas naturais mais conhecidas da Islândia através da rota Golden Circle.

O motivo para tanta popularidade desta rota se resume não somente à grandiosidade da natureza e ao significado histórico das atrações, mas também à proximidade dela a Reykjavík. Muitos turistas aproveitam viagens curtas, de 2 ou 3 dias, para fazer day trips pela região. Resultado disso são atrações lotadas de turistas e pouco estacionamento disponível. Por isso, uma dica é começar esse dia o mais cedo possível!

Primeira parada, o Parque Nacional Þingvellir é o lugar no qual foi instituído o primeiro parlamento da Islândia, em 930 d.c, e onde permaneceu até o ano de 1798. Aqui também ocorreram importantes batalhas e acontecimentos históricos da Islândia, como a conversão da população ao cristianismo e a declaração da independência da Dinamarca em 1944.

Uma característica geológica imperdível do parque é o encontro de duas placas tectônicas, a da Eurásia e da América do Norte. É possível caminhar na fissura que as divide ou mesmo fazer mergulho profissional em suas águas gélidas, experiência na qual é possível encostar em ambas as placas ao mesmo tempo.

Segunda parada, os gêiseres do vale de Haukadalur estão cercados por fontes geotermais, fumarolas e banheiras de lama efervescente. Strokkur, o gêiser mais conhecido,  lança uma coluna de água de 20m de altura a cada 8 a 10 minutos.

Para dar uma refrescada no passeio, a 10 km de distância dali está a cachoeira Gullfoss. A área é aberta durante o ano todo, porém no verão, é possível chegar muito próximo da queda longitudinal, com 70m de extensão e uma altura de 32m, e sentir a força de suas águas.

Para terminar o dia, uma parada opcional é a cratera Kerið. Como hoje é parte de uma propriedade particular, é preciso pagar 400isk para fazer a visita, que consiste em passear pelo solo avermelhado ao redor da cratera vulcânica. No interior, um lago de cor esverdeada em contraste com o solo vermelho cria um dos cenários mais enigmáticos da região.

Sugestão de acomodação: Stracta Hotel 

 


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Dia 3- Sul da Islândia

Ao continuar o percurso pela costa sul, será dia de visitar duas cachoeiras majestosas. A primeira, Seljalandsfoss, fácil de ser avistada da estrada, é uma das cachoeiras mais icônicas do país, com uma queda estreita de 63m de altura.

Um diferencial dessa cachoeira é poder andar por trás da cortina de água, cuja força em sua queda é tão grande que os respingos dão uma sensação constante de chuva para quem percorre os seus arredores. Importante ir com roupa à prova d’água. Afinal, o passeio está só começando e você não quer ficar todo molhado o restante do dia.

A segunda cachoeira, Skógafoss, também visível da estrada, é uma das maiores do país, com 25m de comprimento e 60m de altura. Curiosamente, apresenta constantemente um arco íris sob suas águas.

O próximo destino é o vilarejo de Vík í Myrdal, ao sul de um dos maiores glaciares da ilha, o Mýrdalsjökull, pendurado sobre o topo de um dos vulcões mais notáveis da Islândia, o Katla.

A cidade de Vík é famosa por sua proximidade a praias de areia negra, como a Reynisfjara, já eleita pela National Geographic uma das top 10 praias não tropicais do mundo. A paisagem é marcada, de um lado, por um paredão de prisma basáltico de 66m de altura, o Reynisdrangar, e do outro, por um mar violento de água branca. Por mais lindo que seja, evite chegar perto do mar, pois a água avança rapidamente.

Uma das melhores atividades para esse dia é o passeio de jeep e escalada da  Katla TrekCom uma duração de quatro horas, o tour nos leva através de dunas de cinzas vulcânicas até o glaciar Mýrdalsjökull, onde nós estacionamentos ao pé de uma caverna de gelo, nos vestimos com roupa especial de escalada e exploramos o interior de uma enorme caverna. Para completar a experiência, brindamos lá dentro com Brennivín, uma bebida destilada islandesa cortesia do nosso guia.

E para concluir, se restar energia e luz do dia, vale arriscar uma visita a cachoeira de Svartifoss, no Parque Nacional de Skaftafell. A trilha, de aproximadamente 50 minutos é bem demarcada. Os primeiros 15m são moderados e em mata fechada, depois o caminho segue por uma trilha ampla e fácil até a cachoeira. Não deixe pra fazer esse passeio próximo de escurecer, pois não há iluminação na trilha.

Sugestão de acomodação: Hali Country Hotel

 

    

 

 

Dia 4 – Lagoa Glacial de Jökulsárlón & Fiordes do Leste

Depois de três dias cheios de atividade, no quarto dia, eu recomendo que você comece o dia devagar e aproveite a parte da manhã para visitar a Diamond Beach, uma praia de visual impressionante.

Icebergs desprendidos do grande glaciar Jökulsárlón são levados pela correnteza até o braço de mar, onde acabam por encalhar na praia. Em contraste com a areia negra, esses enormes pedaços de gelo parecem diamantes flutuantes — por isso o nome da praia.

A alguns metros da praia, na Lagoa Glacial de Jökulsárlón, há pedaços ainda maiores de iceberg e é possível admirar o nado dos leões marinhos que brincam entre os blocos de gelo. Nessa lagoa, fizemos o passeio de uma hora com a  Zodiac Boat.  

Dica: Há dois tipos de embarcações para esse passeio: um barco grande e os botes infláveis. Eu recomendo fazer o passeio com os botes infláveis, que, por serem menores, chegam mais próximos das placas de gelo. Também comportam menos pessoas.

Após o passeio, seguimos rumo ao leste da ilha em direção às montanhas Vestrahorn, na Península de Stokksnes. As coordenadas do GPS nos levaram até a entrada de um café, chamado Viking Café, aos pés da cordilheira, onde é preciso pagar 800isk para adentrar a área restrita.

Como se fosse uma cena de filme, um pequeno assentamento histórico surgiu entre as montanhas e a neblina. A camihada de uma hora pelo local foi como uma volta ao tempo, na época quando os primeiros habitantes chegaram à Islândia, montaram acampamento e decidiram fazer dessas terras seu novo lar. A construção está em parte destruída, mas o visual é algo que irei lembrar para sempre.

Não deixe para dirigir muito tarde nesse dia. A próxima cidade está a muitos quilômetros de distância e, como falei nesse artigo sobre as condições de estrada da Islândia, não é recomendado dirigir após o cair da noite, principalmente nessas regiões inóspitas e em condições climáticas adversas.

Sugestão de acomodação : Gistihusid Lake Hotel, Egilsstadir

 

   

 

Dia 5 – Nordeste da Islândia

Dia de curtir a parte nordeste da ilha, onde se encontram maravilhosas formações geológicas entre gigantescos campos de lava, cachoeiras e fontes termais.

 

Não bastasse as belezas a nível do mar, neste dia você poderá incluir um passeio para ver baleias em Husavík, capital oficial da observação de animais marinhos na Islândia. Para melhor otimizar o seu tempo, programe o tour de barco para ser o último passeio do dia e assim ter mais tempo para conhecer outras atrações no caminho entre Egilsstadir e Husavík.

O percurso de uma cidade para outra é de pouco mais de 2h e 30m, e no caminho você pode visitar a cachoeira Dettifoss e o Cânion Ásbyrgi, por exemplo.

Mas caso não queira correr com o roteiro, sugiro que aproveite o dia por inteiro em Husavík. Com pouco mais de 2000 habitantes, a pequena cidade é uma ótima parada tanto para quem for fazer o passeio de barco, quanto para quem quer curtir o clima pitoresco de uma das primeiras localidades povoadas pelos escandinavos.

Outra alternativa para este dia é aproveitar o Lago Myvatn e o spa termal Mývatn Nature Baths, localizado aproximadamente no meio do caminho entre Egilsstadir e Husavik. As piscinas são abastecidas por águas de mais de 2500m de profundidade, ricas em minerais e com temperaturas entre 36 e 40 graus Celsius.

Sugestão de acomodação: Fosshotel Husavík 

 

 

Dia 6 – Lago Myvatn

Esse dia é dedicado para explorar com maior precisão a região nordeste, onde você conhecerá as formações geológicas mais incríveis de toda a ilha.

Começando pela cachoeira Godafoss, cuja tradução significa literalmente a “cachoeira dos Deuses”. Com 12m de altura e 30m de largura, sua queda se separa em duas cachoeiras que deságuam em um rio de águas glaciais.

Depois, para quem não teve tempo de aproveitar o Spa e a região do Lago Myvatn no dia anterior, hoje será o dia de visitar os arredores dessa região, onde você encontrará o parque Hverir.

Hverir, em especial, é uma área que pode ser vista à distância por quem percorre a estrada Ring Road. Um complexo de fumarolas mal cheirosas, desperta curiosidade nos turistas que procuram explorar seus terrenos avermelhados. A impressão é de estar em Marte! Devido ao odor forte de enxofre e à quantidade de moscas, acaba sendo uma parada rápida, porém vale muito a pena.

E para terminar o dia, nada como visitar a majestosa cachoeira Dettifoss, com a queda de água mais poderosa de toda a Europa. A estrada que leva até a atração é bem esburacada e de difícil acesso nos dias de chuva e de baixa temperatura, devido à lama ou ao congelamento das pistas. Chegando lá, a partir do estacionamento é possível percorrer uma trilha aberta em meio a um campo de lava durante 15 min, até chegar bem próximo da queda d’água. É possível dar a volta para sentir a força das águas bem de perto. A cachoeira, de cor acinzentada, tem um volume de 500m cúbicos de água por segundo. Imperdível!

Para passar a noite, dirija-se até a cidade de Akureyri, segunda cidade mais populosa da Islândia.

Sugestão de acomodação: Guesthouse Akureyri

 

 

Dia 7 – Akureyri e outras cidades históricas

Dia de curtir a cidade de Akureyri, com suas piscinas públicas, centros de compras e bons restaurantes, ou então seguir em direção a outras pequenas cidades históricas.

Para nós, o real significado dessa viagem era explorar também os lugares menos visitados e mais exóticos. Por isso, nossa primeira parada pela manhã foi conhecer rapidamente a cidade de Hólar, com apenas 100 habitantes, para então seguir em direção a Hvitserkur.

Hólar foi centro diocesano do norte e parte importante na história da conversão do país ao cristianismo no século XI. Não há muito o que se ver na pequena cidade, se não uma antiga construção com telhado de helva. Caso não seja do seu interesse esse tipo de passeio, vá direto à Hvítserkur.

Na parte oeste da península Vatnses, a formação rochosa de basalto de 15m conhecida como Hvítserkur é famosa por seu curioso formato. Lembra um dragão bebendo do chão, mas, segundo lendas locais, seria um troll petrificado. Próximo dessa escultura natural, também é possível ver uma colônia de leões marinhos que descansam ao longo de todo o ano na praia.

Neste dia, não há muitas atrações além das paradas para apreciar vilarejos e a paisagem na estrada. Sugestões são: vilarejo e fiordes de Siglufjörður,  vilarejo de Hofsós, vilarejo de Blönduós e as ruínas de Borgarviki. 

Você também pode visitar uma fazenda de cavalos islandeses, ou mesmo procurar um bom hotel para curtir com conforto o resto do dia. 

Sugestão de acomodação: Hotel Laugarbakki

 

 

Dia 8 – Oeste da Islândia e Península de Snæfellsnes

Logo cedo, pegue a estrada para a Península de Snæfellsnes, que têm como destaque a montanha de Kirkjufell, paisagem mais fotografada de toda a Islândia. Isolada por planícies ao seu redor, esta montanha se encontra 463m acima do nível do mar. Recoberta por vegetação, apresenta uma coloração diferente em cada época do ano.

Logo ao lado está a cachoeira Kirkjufellsfoss, que canaliza a água da geleira Snaefellsjokull e forma três pequenas quedas d’água. Composição de foto perfeita para os fotógrafos que a visitam. Não é à tôa a multidão de pessoas com câmeras!

Depois siga para o extremo leste, onde você pode ver, mesmo da estrada, o próprio glaciar de Snæfellsjökull. O local ficou famoso por ser inspiração para a obra “Jornada ao centro da terra”,  onde no local estaria a caverna que levaria às profundezas da Terra.

Após esse passeio, faça uma parada no vilarejo de Arnastapi. Nesta área você encontra várias casinhas charmosas cercadas por uma natureza intocável. Na praia, uma gruta redonda abriga o Gatklettur, uma rocha em formato de arco no mar.

Seguindo de lá, visite as falésias de Lóndrangar. Vestígios de uma antiga cratera vulcânica, esse rochedo basáltico se formou ao longo de milhares de anos pela força erosiva do vento.

Para terminar o dia, descanse em Stykkishólmur, considerado o centro piscatório do norte. Com pouco mais de mil habitantes, a cidade tem como atrativos a região do porto e uma escadaria que conduz ao topo de uma colina, de onde se têm uma vista panorâmica de toda a cidade.

Sugestão de acomodação: Fosshótel Stykkishólmur

 

 

 

Dia 9 – Retorno a Reykjavik

No nono e penúltimo dia, de volta à capital islandesa, é possível explorar um pouco mais do oeste islandês conhecendo Deildartunguhver, a maior fonte termal da Europa.

Além disso, você pode optar por algum passeio extra, como desbravar a natureza nua e crua no interior da câmara magmática de um vulcão inativo. Após um documentário gravado pela National Geographic em 2010, o vulcão chamou a atenção de uma agência de turismo, que se aproveitou das instalações deixadas pelo canal de televisão para modernizar o local e oferecer passeios aos turistas.

Através de um avançado sistema de cabeamento e elevadores, é possível descer mais de 120m no interior do vulcão e andar pela câmara magmática livremente. Esse é um dos passeios que recomendo fortemente!

As paredes do interior do vulcão trazem um arco-íris de cores, devido à coloração das substâncias registradas nas rochas, enxofre, ferro, dióxido de carbono, entre outras.

O tour é feito em grupos de 6 pessoas e leva em média 4 horas: duas horas ida e volta de caminhada, e mais duas horas entre instruções, passeio e refeição servida ao concluir a atividade.

A noite para esse dia é livre. Nada melhor do que voltar ao centro da cidade e curtir o agito em Reykjavik.

Para os que não experimentaram o famoso hot dog no primeiro dia, é uma ótima oportunidade para experimentar e também de não gastar muito dinheiro. Caso contrário, não faltam opções boas de restaurantes de alta cozinha.

De qualquer forma, aproveite para curtir o centro da cidade, comprar os últimos souvenirs e descansar.

Sugestão de acomodação: Skuggi Hotel Reykjavík by Keahotels 

ou CenterHotel Plaza

 

 

Dia 10 – Blue Lagoon

Em um planejamento ideal, seu embarque de volta pra casa será depois das 16h da tarde. Assim, você terá tempo para acordar com calma, dar uma última andada por Reykjavík e, em seguida, visitar a atração mais popular de toda a Islândia, a Blue Lagoon.

Não importa a condição climática, esse passeio é sempre a escolha perfeita para qualquer final de viagem, principalmente após tantos dias dentro de um carro.

Conhecida por suas águas cor de safira, a Blue Lagoon é um complexo de spa formado por piscinas geotermais artificiais, um hotel e o restaurante LAVA. Suas instalações foram criadas em 1976, em meio a um campo de lava, o que explica a paisagem de rochas vulcânicas cobertas por musgo.

É importante adquirir os ingressos com antecedência para garantir sua entrada. Há três tipos disponíveis: comfort (49), Premium (70) e o Retreat Spa (210). Para quem procura uma visita apenas as piscinas, com máscara de sílica, uma toalha e um drink, o ingresso comfort é o suficiente.

Suas águas de 39C são renovadas por completo a cada 48h e são ricas em minerais e enxofre, que apresentam propriedades curativas principalmente em casos de doença de pele, como psoríase.

Apesar das propriedades benéficas, a sílica presente na água pode deixar o cabelo duro e difícil de pentear, por isso, é recomendado usar muito condicionador nos cabelos antes de entrar na piscina. Este condicionador é gratuito e pode ser encontrado no vestiário.

Eu recomendo de 2 a 3 horas nesse passeio, incluindo o tempo de tomar banho. E caso queira fazer uma refeição no LAVA, separar mais uma hora.

 

Seguindo esse roteiro, pode ter certeza que terá aproveitado o melhor da Islândia!

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